"Confiança e transparência na gestão de resíduos e peças usadas"

sexta, 13 fevereiro 2015 18:21

A Norsider iniciou a sua atividade na Trofa em 1997, pela iniciativa de António Silva e Maria Pereira. Ao longo dos anos o negócio foi evoluindo – em 2002 deu-se a mudança para um parque de receção maior, e em 2007 foi feito o licenciamento de gestão de resíduos e mudança para as atuais instalações, construídas de raiz para o efeito.

Em 2008, e por motivos estratégicos, a empresa voltou-se para a gestão de veículos em fim de vida, e, hoje, as duas grandes áreas de negócio da Norsider são a gestão de resíduos ferrosos e o comércio de peças usadas. Vítor Pereira, filho dos fundadores, está à frente da empresa desde 2010 e tem tido a seu cargo novos desafios. “Com o abanão que o mercado levou, na altura da crise, tivemos que tomar decisões de longo prazo,estabelecendo um caminho a percorrer, de forma a conseguirmos alavancar a empresa para outros patamares, e ao mesmo tempo, mantendo em segurança os postos de trabalho”, revela o próprio. Assim, a informati - zação na área das peças usadas levou a uma “inovação no processo de venda e na forma como chegamos aos clientes”. Neste momento, as vendas à distância já representam cerca de 20% da totalidade. Há cerca de um ano, em janeiro de 2014, a Norsider abraçou outro novo repto, com a abertura de uma loja física no Algarve.

Apesar dos obstáculos colocados pela distância, o balanço é positivo, visto que a loja veio permitir a entrada numa nova zona geográfica e também a expedição para todo o país. “Atualmente estamos a vender para todo o país na área das peças usadas, e com um crescimento na ordem dos 10%. Perspetivamos, em 2015, um crescimento ainda maior, conseguindo chegar a zonas mais remotas do país”, continua Vítor Pereira. Mais do que vender peças usadas, na Norsider “vende-se confiança, transparência, garantia. É esse o leque de valores que procuramos incutir na equipa e acreditamos que só assim é que conseguimos vingar no mercado”.

A empresa conta neste momento com uma equipa de 29 colaboradores, um grupo “muito unido e multidisciplinar, que para além de resolver problemas, consegue chegar a soluções interessantes e inovadoras”. No que diz respeito a projetos de futuro, Vítor Pereira avança que “dentro da área das peças usadas podere - mos, eventualmente, divergir, replicando o processo que temos noutro tipo de peças para além das peças auto. Há também a possibilidade de abrir outras lojas noutros pontos do país. Acima de tudo, estamos focados em conseguir consolidar a venda a nível nacional para depois nos podermos lançar além-fronteiras. Numa primeira instância, a perspetiva será o mercado ibérico e, mais a longo prazo, o resto da Europa”, termina.